Quanto custa um seguro de vida?

O preço de um seguro de vida é uma das primeiras perguntas que surge quando alguém começa a pensar em proteger a família ou a cumprir uma exigência do banco. E a resposta honesta é: depende. Depende de quem é, da sua saúde, do capital que quer segurar e de muitos outros fatores. Neste artigo explicamos tudo o que precisa saber sobre o custo de um seguro de vida. Para que possa comparar, decidir e, se possível, poupar.

Quanto custa, em média, um seguro de vida?

Dar um valor fixo seria enganoso, porque o custo de um seguro de vida varia muito de pessoa para pessoa. No entanto, é possível dar uma ordem de grandeza.

Para um adulto saudável entre os 30 e os 40 anos, com um capital seguro de 100.000€ e cobertura para morte e invalidez absoluta e definitiva, o prémio mensal pode situar-se entre os 8€ e os 30€, dependendo da seguradora, das coberturas contratadas e do perfil de saúde. Para capitais mais elevados, como os associados a créditos habitação de 200.000€ ou 300.000€ e com coberturas de proteção de rendimentos  o prémio sobe, podendo facilmente ultrapassar os 60€ ou 80€ mensais, especialmente em idades mais avançadas.

Uma pessoa segura com 50 anos, fumador, com algum historial clínico, pode pagar duas a três vezes mais do que alguém com 35 anos, não fumador e sem problemas de saúde, pelo mesmo capital seguro e pelas mesmas coberturas. Por isso, comparar apenas o preço final sem perceber o porquê da diferença raramente é útil.

Que fatores influenciam o preço?

O preço de um seguro de vida não é calculado ao acaso. As seguradoras avaliam um conjunto de variáveis que determinam o risco que estão a assumir e é esse risco que define o preço. Os principais fatores são:

 

Idade

É o fator com maior peso. Quanto mais velho for, maior é a probabilidade estatística de vir a falecer ou ficar inválido durante o prazo do contrato. Por isso, uma pessoa de 50 anos paga significativamente mais do que uma de 30, para o mesmo capital seguro.

Estado de saúde

A maioria das seguradoras pede o preenchimento de um questionário de saúde no momento da subscrição e, em alguns casos, exige exames médicos. Doenças crónicas, historial de cancro, problemas cardiovasculares ou diabetes são fatores que podem aumentar o prémio, ou levar à exclusão de determinadas coberturas.

Hábitos tabágicos

Os fumadores são considerados um perfil de risco mais elevado e pagam prémios mais altos. A diferença pode ser substancial: entre 20% a 50% a mais face a um não fumador com o mesmo perfil.

Capital seguro

Quanto maior o valor que quer cobrir, maior o prémio. Se contratou um seguro de vida para um crédito habitação de 250.000€, o prémio será proporcionalmente mais alto do que para um crédito de 100.000€.

Coberturas contratadas

Um seguro de vida com cobertura apenas de morte é mais barato do que um que inclua também invalidez absoluta e definitiva, invalidez total e permanente para a profissão habitual, ou cobertura de doenças graves. Cada cobertura adicional tem um custo.

Seguradora e política comercial

Para o mesmo perfil e as mesmas coberturas, diferentes seguradoras podem apresentar preços muito distintos. O mercado é competitivo, e vale sempre a pena comparar.

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Como é calculado o prémio?

O prémio do seguro de vida resulta da combinação entre a probabilidade de ocorrência do sinistro e o custo que esse sinistro representaria para a seguradora.

Na prática, a seguradora usa tabelas de mortalidade e dados atuariais para estimar a probabilidade de a pessoa segura falecer ou ficar inválida em cada ano do contrato. A essa probabilidade é aplicado o capital seguro, ou seja, o valor que a seguradora teria de pagar em caso de sinistro. O resultado é o chamado prémio puro de risco.

A esse valor são depois adicionados os custos operacionais da seguradora (emissão da apólice, gestão do contrato, comissões de mediação) e a margem comercial. O total é o prémio bruto que a pessoa segura paga, mensal, trimestral ou anualmente, dependendo da periodicidade escolhida.

Nos seguros de vida associados ao crédito habitação, onde o capital seguro vai diminuindo à medida que o empréstimo é amortizado, o prémio tende também a diminuir ao longo do tempo. Embora o envelhecimento do segurado possa atenuar ou até inverter essa redução nas fases finais do contrato.

Como pagar menos pelo seu seguro de vida?

Existem formas concretas de reduzir o custo do seguro de vida sem abrir mão da proteção que precisa:

1

Compare o mercado

O erro mais comum é contratar o primeiro seguro de vida que aparece, normalmente o do banco onde tem o crédito habitação. Usar um comparador ou recorrer a um mediador independente permite aceder a propostas de várias seguradoras em simultâneo e identificar a opção mais competitiva para o seu perfil.

2

Contrate mais cedo

A idade é o fator que mais pesa no prémio do seguro de vida. Contratar aos 30 anos é quase sempre significativamente mais barato do que contratar aos 40 ou 50. Se está a pensar nisso, não vale a pena adiar.

3

Deixe de fumar e declare-o

Se era fumador quando contratou o seguro de vida e entretanto deixou de fumar, muitas seguradoras permitem a reclassificação do perfil após um determinado período de abstinência, normalmente 12 a 24 meses. Isso pode traduzir-se numa redução relevante do prémio.

4

Reveja as coberturas

Nem sempre é necessário ter todas as coberturas disponíveis. Analise o que está a pagar e se todas as coberturas fazem sentido para a sua situação atual. Eliminar coberturas que não se aplicam ao seu perfil pode reduzir o prémio sem comprometer a proteção essencial.

5

Ajuste o capital seguro à dívida real

Se tem um seguro de vida associado ao crédito habitação com capital fixo desde o início, e o capital em dívida já baixou consideravelmente, pode estar a pagar proteção a mais. Rever e ajustar o capital seguro ao valor real em dívida é uma forma de pagar apenas pelo que precisa.

6

Pague anualmente

Muitas seguradoras aplicam um pequeno agravamento aos contratos com pagamento mensal. Optar pelo pagamento anual pode representar uma poupança de 3% a 5% no custo total do seguro de vida.

O estado de saúde atual afeta o preço para sempre?

Esta é uma das dúvidas mais frequentes e a resposta é: não necessariamente.

Quando contrata um seguro de vida, a seguradora avalia o seu estado de saúde naquele momento. Se tiver uma condição que agrave o risco, o prémio reflete isso. No entanto, nem sempre essa situação é definitiva.

Há seguradoras que permitem a revisão do perfil de risco ao longo do contrato, mediante apresentação de documentação clínica que comprove a melhoria do estado de saúde, por exemplo, remissão de uma doença oncológica ou resolução de um problema cardiovascular ou de hipertensão. Nestes casos, pode ser possível renegociar o prémio em baixa.

Por outro lado, se o seu estado de saúde piorar depois de contratar o seguro de vida, a seguradora não pode aumentar o prémio com base nisso, as condições ficam fixadas no momento da subscrição. Isso é, aliás, um dos argumentos a favor de contratar o seguro de vida mais cedo: fica protegido pelo prémio e pelas condições acordadas, independentemente do que aconteça à sua saúde no futuro.

Perguntas Frequentes sobre Seguro de Vida

Quanto custa um seguro de vida por mês?

Não existe um valor fixo: o custo mensal de um seguro de vida depende da idade, do estado de saúde, dos hábitos tabágicos, do capital seguro e das coberturas escolhidas. A título indicativo, um adulto saudável de 35 anos, não fumador, com um capital seguro de 100.000€ pode pagar entre 8€ e 30€ por mês. Para perfis de maior risco ou capitais mais elevados, o valor pode ser muito superior. A única forma de saber o custo real para o seu caso é pedir simulações a várias seguradoras.

Porque é que o meu seguro é mais caro que o de outra pessoa?

Porque o prémio do seguro de vida é calculado individualmente, com base no perfil de risco de cada pessoa segura. Fatores como a idade, o estado de saúde, os hábitos tabágicos, o capital seguro e as coberturas contratadas fazem com que duas pessoas com aparentemente o mesmo seguro paguem valores muito diferentes. É o reflexo do risco que cada um representa para a seguradora.

O preço do seguro de vida aumenta com a idade?

Depende do tipo de contrato. Em alguns seguros de vida, o valor é fixado no momento da subscrição e mantém-se constante ao longo do contrato mesmo que a pessoa segura envelheça. Este tipo de seguros são utilizados principalmente por empresas. Nos seguros de vida com prémio renovável anualmente, o prémio é recalculado todos os anos com base na idade atual do segurado, o que significa que tende a aumentar com o tempo.

Os fumadores pagam mais?

Sim, de forma consistente em praticamente todas as seguradoras. O tabagismo é considerado um fator de risco relevante, aumenta a probabilidade de doenças cardiovasculares, respiratórias e oncológicas,  e isso reflete-se no prémio do seguro de vida. A diferença face a um não fumador pode situar-se entre 20% e 50%, dependendo da seguradora e do perfil.

Se deixou de fumar recentemente, informe a seguradora: após um período de abstinência comprovável (normalmente entre 12 e 24 meses), pode ser possível reclassificar o perfil e reduzir o prémio.

Posso baixar o valor do meu seguro de vida?

Em muitos casos, sim. Se o capital seguro atual é superior ao que realmente precisa, por exemplo, porque o crédito habitação já foi parcialmente amortizado, pode ser possível reduzir o capital seguro e, consequentemente, o prémio. Algumas seguradoras permitem este ajuste sem necessidade de contratar uma nova apólice; outras exigem a emissão de um novo contrato.

Também pode reduzir o custo eliminando coberturas que já não fazem sentido para a sua situação ou mudando para uma seguradora com condições mais competitivas para o seu perfil atual.

O preço muda ao longo do contrato?

Depende do tipo de apólice. Com prémio renovável, o preço é recalculado periodicamente (normalmente todos os anos), o que significa que pode subir com a idade e com eventuais alterações do estado de saúde declarado.

Nos seguros de vida associados ao crédito habitação com capital indexado à dívida, o prémio tende a baixar ao longo do tempo à medida que o capital em dívida diminui, embora o envelhecimento do segurado possa compensar parcialmente essa redução.

Vale a pena contratar mais cedo?

Na generalidade dos casos, sim e por uma razão:.

Saúde: se contratar o seguro de vida enquanto está saudável, fica protegido pelas condições acordadas mesmo que venha a desenvolver problemas de saúde no futuro. Se esperar e, entretanto, surgir uma condição médica relevante, pode enfrentar prémios muito mais altos, ou mesmo exclusões de cobertura.

Adiar a contratação de um seguro de vida raramente é a decisão financeiramente mais inteligente.

Este artigo tem caráter informativo. Para aconselhamento personalizado sobre seguros de vida, recomenda-se a consulta de um profissional certificado.